Embolização

A embolização dos miomas uterinos é um procedimento minimamente invasivo, realizado sob raquianestesia e que consiste na interrupção do fluxo sanguíneo que nutre o mioma. Ela é realizada através do cateterismo da artéria uterina com o auxílio de um equipamento de radiologia digital e injeção de partículas esféricas microscópicas que se alojam especificamente nas artérias que nutrem os miomas. Este cateter é introduzido no organismo por um pequeno furo (similar ao que é realizado na retirada de sangue para exames) na virilha, não há cortes. A raquianestesia realizada na embolização dos miomas uterinos é considerada a mais segura e eficaz, pois, além da anestesia durante o procedimento, proporciona uma analgesia eficiente nas primeiras 24 horas pós-embolização, levando a um maior conforto da paciente, facilitando a alta hospitalar precoce e a um rápido retorno às atividades diárias.

Após a interrupção do fluxo sanguíneo o mioma inicia um processo de degeneração lento e gradual, provocado pela interrupção do fluxo sanguíneo. Esta degeneração, ao contrário do que muitos afirmam, não é um processo prejudicial ao útero, nem tampouco ao organismo. Essa degeneração é desejada e, em geral, um processo asséptico, ou seja, livre de infecção. Graças a ela, o mioma reduz o seu tamanho em até 70% em até um ano.
A embolização dos miomas uterinos possui todas as vantagens de um tratamento minimamente invasivo. Reduzido tempo de internação (em torno de 24 horas de internação hospitalar), retorno mais rápido as atividades de trabalho e de exercícios físicos (em até uma semana), cicatriz menor que 3 milímetros na virilha, perda sanguínea irrisória e menor risco de complicações.

A embolização de miomas apresenta um índice baixíssimo de complicações, bem inferior ao da histerectomia. No entanto, as complicações mais temidas são a insuficiência ovariana, a necrose uterina, as infecções e a embolização de órgãos à distância. Felizmente, graças a aplicação de metodologia diagnóstica criteriosa, ao uso de antibioticoprofilaxia e ao avanço da técnica e dos materiais utilizados na embolização dos miomas, essas complicações são cada vez mais raras na nossa rotina.

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