histerectomia

Tipos de Histerectomia – Vídeo #13

 

No vídeo de hoje o doutor Michel Zelaquett esclarece os tipos de histerectomia

Assista:

 

 

 

 

Transcrição do Vídeo

Continuando nossa explicação sobre a histerectomia hoje nós vamos falar sobre os tipos.

Quais são os tipos de histerectomia que existem?

Podemos classificar a histerectomia parcial, completa, e histerectomia radical.

Parcial é quando retira o corpo uterino e preserva o colo do útero. Na minha opinião a preservação do colo do útero em mulheres que têm miomas não faz sentido porque os miomas eles podem aparecer em qualquer parte do útero, seja no corpo uterino, seja no colo uterino.

Tenho diversos casos de pacientes com miomas no colo uterino, então se está tirando o útero por conta dos miomas, e preservar o seu colo do útero saiba que você no futuro pode desenvolver mioma no colo do útero. Na minha opinião em pacientes que vão fazer a retirada do útero para o tratamento dos miomas, é extremamente recomendado que seja também feito a retirada do colo do útero.

A retirada do olho do corpo uterino e do colo do útero, ou seja, do útero todo chamamos de histerectomia completa e histerectomia radical é utilizada para o tratamento do câncer.

E consiste na retirada do útero, das trompas, dos ovários, dos ligamentos que sustentam o útero, além também da retirada dos linfonodos mas isso aí é para uma outra questão é para o tratamento do câncer e os miomas não são nem se transformam em câncer. Então não justifica uma histerectomia radical para tratamento de mioma.

A retirada das trompas.

Muitas mulheres perguntam sobre a retirada das trompas. Nós retiramos as trompas junto com o útero, porque no futuro as trompas só servem para engravidar e com a retirada do   do útero, preservação dos ovários e trompas se surgir um cisto de trompa nenhum exame vai conseguir diferenciar se é um cisto de trompa ou é de ovário, isso vai motivar uma cirurgia desnecessário se esse cisto for de trompa. Por isso retiramos, para o caso de no futuro se surgir um cisto sabemos que é de ovário e podemos proceder com o tratamento correto.

Como fazer essa histerectomia?

É o tratamento mais antigo que existe, inicialmente a primeira histerectomia foi feita por via vaginal; E continua sendo uma ótima opção por ser minimamente invasiva, é retirado o útero todo por via vaginal, sem nenhum acesso abdominal.

Indicado principalmente para mulheres que não tem nenhum cirurgia abdominal, úteros não muito grandes, que não ultrapassem 5 vezes o volume de um útero normal, e é uma questão do ginecologista está habituado a essa técnica.

A grande vantagem é não ter cicatriz nenhuma, recuperação rápida, sangramento pequeno, preservação de todos os ligamentos do assoalho pélvico.

As desvantagens: Úteros muito grande não é possível, apenas somente dependendo da experiência do cirurgião, a suspeita de endometriose associado ou patologias ovarianas, ou quando há suspeita de muitas aderências pélvicas que quando o acesso por via vaginal o cirurgião vai soltando o útero mas você não vê o abdômen a pélve, e com isso o cirurgião pode ignorar completamente qualquer outra patologia.

A histerectomia vaginal é recomendada quando há a certeza que o único problema da  mulher é o mioma, quando o útero não é muito grande e quando não existem outras cirurgias prévias com aderências.

A outro via que pode ser realizada, e também a mais comum é a via abdominal, com corte tipo de uma cesariana, geralmente ela é a mais realizada pela sua simplicidade, facilidade e por não necessitar de equipamentos especiais. Porém é um método bem mais invasivo, a recuperação é mais lenta, e as mulheres acabam retornando ao trabalho acima de 30 a 60 dias de pós operatório, o tempo de internação é maior, o sangramento intra operatório é maior, por isso ela acaba sendo uma via de exclusão, quando você exclui todas as outras possibilidades.

É uma alternativa para pacientes com úteros gigantes, mas deve ser respeitada os limites anatômicos do útero,dos ligamentos que prendem o útero no assoalho pélvico, deve ser preservado o ovário quando possível, Gosto muito dos ligamentos que papel deve ser preservado. A histerectomia abdominal é a mais difundida, todo ginecologista aprende na  residência médica, mas ela é por exclusão.

A Histerectomia laparoscópica tem uma força bastante grande em paciente que desejam o tratamento menos invasivo, que desejo um retorno rápido as suas atividades de trabalho. As técnicas laparoscópica ela consiste em três ou quatro furinhos no abdômen por onde a entra com uma câmera com as pinças, e desconecta todo útero da pelve. E por onde que sai? Quando você faz uma histerectomia laparoscópica com furinhos um centímetro por onde que sai o útero,  muitas vezes de grande volume? Pela Vagina. Então não há   necessidade de ampliar o corte.  

A grande vantagem, por ser menos invasiva você aborda outras patologias, como aderência pélvica, endometriose, cistos ovarianos, etc. É  sempre uma opção menos invasiva e deve ser pensada nas vantagens.

A recuperação é muito rápido em geral as pacientes retornaram às atividades trabalho em torno de 15 no máximo 30 dias, tempo de internação é pequeno em torno de 24 horas, o sangramento intra operatório e menor do que na histeroscopia abdominal só para se ter uma ideia um sangramento de uma histerectomia laparoscópica é em torno de 200 a 300 ml de sangue, considerado um pouco e menor dor no pós-operatório.

E a robótica, hoje ela vem com uma tecnologia inovadora que nada mais é do que a laparoscopia assistida por robô, tem os mesmo princípios da laparoscópica, mas que acaba mas a grande vantagem é movimento de punho nas pinças isso facilita o acesso para miomas grandes, úteros grandes,a gente consegue fazer a cirurgia menos sangrativa, mais rápida, menos dolorosa no pós operatório e uma recuperação melhor.

é a tecnologia vindo para fazer uma tratamento com menos risco para as pacientes.

Então essas quatro vias de histerectomia, histerectomia vaginal, a histerectomia abdominal ou convencional, laparoscópica, robótica tem que sempre no nosso arsenal terapêutico e  sempre pensar do menos invasivo para o mais invasivo. Primeira opção vaginal, laparoscópica, robótica, e se não for possível ir para a histerectomia abdominal.

E importante estabelecer todas as verdades sobre a histerectomia, que não é um bicho de sete cabeças obviamente que a histerectomia retirada do útero para as pacientes que não desejam retirar o útero é um fardo que elas ficam carregando para o resto da vida, então toda vez que você recebeu uma indicação de uma histerectomia se pergunte e pergunte para o seu médico: Essa é minha única opção? Será que eu tenho uma outra opção:  Se você não deseja retirar o útero, se você tem o desejo de preservar o útero, principalmente se você tem o desejo de uma preservar sua fertilidade, e você recebeu a notícia de que você tem que retirar o útero o mais importante é você questionar a indicação da histerectomia ao seu ginecologista e perguntar se existem outras opções.

Se não existirem outras opções de tratamento conservador, se esgotou na sua busca por tratamentos conservadores, se não existirem, obviamente você tem que estar ciente que a histerectomia vai trazer qualidade de vida, melhora dos sintomas. Pensando numa histerectomia quais são os tratamentos? Quais são as vias pelo qual pode ser realizada?  É possível fazer um tratamento menos invasivo? Se aplica ao meu caso a histerectomia  laparoscópica, robótica, vaginal, se não se aplica, o porquê, e por que seria necessário abrir a barriga fazendo a histerectomia abdominal?

Qual é a mulher que acaba tendo problemas emocionais com a retirada do útero? São justamente aquelas que não se conformam com a retirada do útero, se você não se conforma com a sua retirada do útero procure sempre uma segunda opinião isso é bastante importante para saber se é possível preservar, se você vai ter ganho qualidade.

Agora se você está bem resolvida, não tem problemas, nem apego ao seu útero e foi indicada a cirurgia para retirada do útero, onde você vai ter um ganho de qualidade de vida,  não vai ser um fardo na sua vida. Quando eu indico a histerectomia para um paciente,

e quando eu indico é porque realmente não existem outras opções, eu estimulo a pensar um pouco, e a refletir sobre a questão, e dificilmente a gente para que ela seja realizada mais rápido possível, para que ela possa refletir enquanto recebeu a indicação até a execução do procedimento sobre os benefícios as vantagens e as desvantagens da retirada do útero.

Tudo deve ser refletido antes de você proceder a histerectomia, primeiro perguntar se é a única opção, se não há outras opções, e se essa for a única opção pensar nas vantagens e desvantagens, principalmente mudanças qualidade de vida e obviamente vai minimizar o fardo emocional causada pela retirada do útero.

Lógico sempre tem que advogar pela preservação quando é possível, se não é possível a tem que advogar pela qualidade de vida pela preservação da integridade física dessa mulher.

Espero que eu tenha esclarecido bastante sobre a histerectomia como opção de tratamento para lembrando sempre daquele dado: uma em cada cinco histerectomias são desnecessárias. Então pergunte ao seu ginecologista se realmente é necessário a histerectomia em você.

Eu que por hoje isso é o que a gente tem  para falar sobre histerectomia, ficando aberto sempre às perguntas de todos vocês, acessem nosso canal do YouTube do centro de mioma, assinem nossa newsletters, no nosso site vocês podem tirar dúvidas diretamente comigo.