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Tipos de Histerectomia – Vídeo #13

 

No vídeo de hoje o doutor Michel Zelaquett esclarece os tipos de histerectomia

Assista:

 

 

 

 

Transcrição do Vídeo

Continuando nossa explicação sobre a histerectomia hoje nós vamos falar sobre os tipos.

Quais são os tipos de histerectomia que existem?

Podemos classificar a histerectomia parcial, completa, e histerectomia radical.

Parcial é quando retira o corpo uterino e preserva o colo do útero. Na minha opinião a preservação do colo do útero em mulheres que têm miomas não faz sentido porque os miomas eles podem aparecer em qualquer parte do útero, seja no corpo uterino, seja no colo uterino.

Tenho diversos casos de pacientes com miomas no colo uterino, então se está tirando o útero por conta dos miomas, e preservar o seu colo do útero saiba que você no futuro pode desenvolver mioma no colo do útero. Na minha opinião em pacientes que vão fazer a retirada do útero para o tratamento dos miomas, é extremamente recomendado que seja também feito a retirada do colo do útero.

A retirada do olho do corpo uterino e do colo do útero, ou seja, do útero todo chamamos de histerectomia completa e histerectomia radical é utilizada para o tratamento do câncer.

E consiste na retirada do útero, das trompas, dos ovários, dos ligamentos que sustentam o útero, além também da retirada dos linfonodos mas isso aí é para uma outra questão é para o tratamento do câncer e os miomas não são nem se transformam em câncer. Então não justifica uma histerectomia radical para tratamento de mioma.

A retirada das trompas.

Muitas mulheres perguntam sobre a retirada das trompas. Nós retiramos as trompas junto com o útero, porque no futuro as trompas só servem para engravidar e com a retirada do   do útero, preservação dos ovários e trompas se surgir um cisto de trompa nenhum exame vai conseguir diferenciar se é um cisto de trompa ou é de ovário, isso vai motivar uma cirurgia desnecessário se esse cisto for de trompa. Por isso retiramos, para o caso de no futuro se surgir um cisto sabemos que é de ovário e podemos proceder com o tratamento correto.

Como fazer essa histerectomia?

É o tratamento mais antigo que existe, inicialmente a primeira histerectomia foi feita por via vaginal; E continua sendo uma ótima opção por ser minimamente invasiva, é retirado o útero todo por via vaginal, sem nenhum acesso abdominal.

Indicado principalmente para mulheres que não tem nenhum cirurgia abdominal, úteros não muito grandes, que não ultrapassem 5 vezes o volume de um útero normal, e é uma questão do ginecologista está habituado a essa técnica.

A grande vantagem é não ter cicatriz nenhuma, recuperação rápida, sangramento pequeno, preservação de todos os ligamentos do assoalho pélvico.

As desvantagens: Úteros muito grande não é possível, apenas somente dependendo da experiência do cirurgião, a suspeita de endometriose associado ou patologias ovarianas, ou quando há suspeita de muitas aderências pélvicas que quando o acesso por via vaginal o cirurgião vai soltando o útero mas você não vê o abdômen a pélve, e com isso o cirurgião pode ignorar completamente qualquer outra patologia.

A histerectomia vaginal é recomendada quando há a certeza que o único problema da  mulher é o mioma, quando o útero não é muito grande e quando não existem outras cirurgias prévias com aderências.

A outro via que pode ser realizada, e também a mais comum é a via abdominal, com corte tipo de uma cesariana, geralmente ela é a mais realizada pela sua simplicidade, facilidade e por não necessitar de equipamentos especiais. Porém é um método bem mais invasivo, a recuperação é mais lenta, e as mulheres acabam retornando ao trabalho acima de 30 a 60 dias de pós operatório, o tempo de internação é maior, o sangramento intra operatório é maior, por isso ela acaba sendo uma via de exclusão, quando você exclui todas as outras possibilidades.

É uma alternativa para pacientes com úteros gigantes, mas deve ser respeitada os limites anatômicos do útero,dos ligamentos que prendem o útero no assoalho pélvico, deve ser preservado o ovário quando possível, Gosto muito dos ligamentos que papel deve ser preservado. A histerectomia abdominal é a mais difundida, todo ginecologista aprende na  residência médica, mas ela é por exclusão.

A Histerectomia laparoscópica tem uma força bastante grande em paciente que desejam o tratamento menos invasivo, que desejo um retorno rápido as suas atividades de trabalho. As técnicas laparoscópica ela consiste em três ou quatro furinhos no abdômen por onde a entra com uma câmera com as pinças, e desconecta todo útero da pelve. E por onde que sai? Quando você faz uma histerectomia laparoscópica com furinhos um centímetro por onde que sai o útero,  muitas vezes de grande volume? Pela Vagina. Então não há   necessidade de ampliar o corte.  

A grande vantagem, por ser menos invasiva você aborda outras patologias, como aderência pélvica, endometriose, cistos ovarianos, etc. É  sempre uma opção menos invasiva e deve ser pensada nas vantagens.

A recuperação é muito rápido em geral as pacientes retornaram às atividades trabalho em torno de 15 no máximo 30 dias, tempo de internação é pequeno em torno de 24 horas, o sangramento intra operatório e menor do que na histeroscopia abdominal só para se ter uma ideia um sangramento de uma histerectomia laparoscópica é em torno de 200 a 300 ml de sangue, considerado um pouco e menor dor no pós-operatório.

E a robótica, hoje ela vem com uma tecnologia inovadora que nada mais é do que a laparoscopia assistida por robô, tem os mesmo princípios da laparoscópica, mas que acaba mas a grande vantagem é movimento de punho nas pinças isso facilita o acesso para miomas grandes, úteros grandes,a gente consegue fazer a cirurgia menos sangrativa, mais rápida, menos dolorosa no pós operatório e uma recuperação melhor.

é a tecnologia vindo para fazer uma tratamento com menos risco para as pacientes.

Então essas quatro vias de histerectomia, histerectomia vaginal, a histerectomia abdominal ou convencional, laparoscópica, robótica tem que sempre no nosso arsenal terapêutico e  sempre pensar do menos invasivo para o mais invasivo. Primeira opção vaginal, laparoscópica, robótica, e se não for possível ir para a histerectomia abdominal.

E importante estabelecer todas as verdades sobre a histerectomia, que não é um bicho de sete cabeças obviamente que a histerectomia retirada do útero para as pacientes que não desejam retirar o útero é um fardo que elas ficam carregando para o resto da vida, então toda vez que você recebeu uma indicação de uma histerectomia se pergunte e pergunte para o seu médico: Essa é minha única opção? Será que eu tenho uma outra opção:  Se você não deseja retirar o útero, se você tem o desejo de preservar o útero, principalmente se você tem o desejo de uma preservar sua fertilidade, e você recebeu a notícia de que você tem que retirar o útero o mais importante é você questionar a indicação da histerectomia ao seu ginecologista e perguntar se existem outras opções.

Se não existirem outras opções de tratamento conservador, se esgotou na sua busca por tratamentos conservadores, se não existirem, obviamente você tem que estar ciente que a histerectomia vai trazer qualidade de vida, melhora dos sintomas. Pensando numa histerectomia quais são os tratamentos? Quais são as vias pelo qual pode ser realizada?  É possível fazer um tratamento menos invasivo? Se aplica ao meu caso a histerectomia  laparoscópica, robótica, vaginal, se não se aplica, o porquê, e por que seria necessário abrir a barriga fazendo a histerectomia abdominal?

Qual é a mulher que acaba tendo problemas emocionais com a retirada do útero? São justamente aquelas que não se conformam com a retirada do útero, se você não se conforma com a sua retirada do útero procure sempre uma segunda opinião isso é bastante importante para saber se é possível preservar, se você vai ter ganho qualidade.

Agora se você está bem resolvida, não tem problemas, nem apego ao seu útero e foi indicada a cirurgia para retirada do útero, onde você vai ter um ganho de qualidade de vida,  não vai ser um fardo na sua vida. Quando eu indico a histerectomia para um paciente,

e quando eu indico é porque realmente não existem outras opções, eu estimulo a pensar um pouco, e a refletir sobre a questão, e dificilmente a gente para que ela seja realizada mais rápido possível, para que ela possa refletir enquanto recebeu a indicação até a execução do procedimento sobre os benefícios as vantagens e as desvantagens da retirada do útero.

Tudo deve ser refletido antes de você proceder a histerectomia, primeiro perguntar se é a única opção, se não há outras opções, e se essa for a única opção pensar nas vantagens e desvantagens, principalmente mudanças qualidade de vida e obviamente vai minimizar o fardo emocional causada pela retirada do útero.

Lógico sempre tem que advogar pela preservação quando é possível, se não é possível a tem que advogar pela qualidade de vida pela preservação da integridade física dessa mulher.

Espero que eu tenha esclarecido bastante sobre a histerectomia como opção de tratamento para lembrando sempre daquele dado: uma em cada cinco histerectomias são desnecessárias. Então pergunte ao seu ginecologista se realmente é necessário a histerectomia em você.

Eu que por hoje isso é o que a gente tem  para falar sobre histerectomia, ficando aberto sempre às perguntas de todos vocês, acessem nosso canal do YouTube do centro de mioma, assinem nossa newsletters, no nosso site vocês podem tirar dúvidas diretamente comigo.

 

centro de mioma - histerectomia

Histerectomia – Vídeo #12

 

No vídeo de hoje o doutor Michel Zelaquett esclarece 7 dúvidas sobre os miomas.

Assista:

 

 

 

 

Transcrição do Vídeo

Olá, eu sou o Doutor Michel Zelaquett, Diretor do Centro de Mioma

Hoje vamos falar sobre histerectomia, que é a retirada do útero.

A retirada do útero é uma opção sim, ao contrário do que muita gente pensa ela não é a única, mas é uma opção viável para tratamento de miomas. É um tratamento radical, e é bastante indicado pelos ginecologistas por isso esse assunto traz bastante polêmica principalmente em mulheres que querem preservar o útero.

Hoje em dia nos Estados Unidos são realizados cerca de 400.000 histerectomia por ano, no Brasil apenas pelo SUS, são realizadas cerca de 100.000. E uma em cada cinco histerectomia são desnecessárias, infelizmente. Por ser um tratamento bastante difundido, bastante realizado, na verdade é o tratamento mais realizado para os miomas. Foi a primeira opção de tratamento cirúrgico para os miomas uterino, e hoje existem diversas técnicas para realização da retirada do útero.

É importante entender que não temos que condenar a histerectomia, porque ela é uma opção de tratamento, precisamos entender quais são as suas vantagens e desvantagens no tratamento de miomas. A histerectomia por ser radical gera muitas dúvidas, principalmente para aquelas que querem preservar o útero.

Quando a histerectomia é opção de tratamento para mulher que tem os miomas uterinos?

Em primeiro lugar, se a mulher deseja preservar o útero já temos que pensar numa alternativa de tratamento, como tratamentos medicamentosos, a miomectomia, ou até mesmo na embolização dos miomas. Se a mulher não quer tirar o útero só vai proceder à retirada se não houver alternativas de tratamento que traga para esta mulher ganho de qualidade de vida. A histerectomia é uma opção de tratamento quando não tem outras alternativas que promovam ganho de qualidade de vida para sua mulher.

É uma ótima alternativa de tratamento para as mulheres que desejam retirar o útero. A grande maioria das mulheres que nos procuram desejam preservar o útero mas existem casos de mulheres que querem retirar e acima de tudo deve ser respeitado o desejo da mulher.

A retirada do útero se faz necessária principalmente quando as outras opções de tratamentos conservadores não são eficazes na melhora de qualidade de vida da mulher e  na melhora dos sintomas como, sintomas hemorrágico, sintomas compressivos, cólicas.

por isso temos a histerectomia como alternativas

A histerectomia gera muitas dúvidas, muitas mulheres quem medo do que que vai acontecer com o assoalho pélvico, as mulheres têm medo de depois que retirar o útero vai ficar perdendo urina, e acabar tendo que fazer uma cirurgia de períneo porque a vagina acaba perdendo a elasticidade, outra preocupação está em relação a libido, perda da função sexual, em relação à questão da menopausa, função ovariana.

Vamos deixar bem claro esses pontos para todos vocês, tirar as dúvidas em relação em a histerectomia. São alguns mitos temos que estabelecer o que é mito do que é verdade

Em relação ao assoalho pélvico: Está provado que mulheres que retiram o útero não necessariamente vão ter problemas a mais de perda de urina ou de queda da bexiga ou de prolapso de cúpula vaginal. Dependendo da técnica utilizada você consegue fazer uma histerectomia preservando os ligamentos que sustentam a vagina, a bexiga e até mesmo o reto, e com isso você diminui a incidência desses eventos principalmente incontinência e urinária e os prolapsos vaginais, como prolapso de cúpula vaginal, prolapso da bexiga ou do reto saindo pela vagina.

Através de uma técnica cirúrgica bastante conservadora no quesito os ligamentos que sustentam o assoalho pélvico muito pouco provavelmente terá essa consequências negativa.

Por isso para mulheres questionam “será que eu vou retirar o útero depois vai tudo cai pela vagina?” a resposta é não. Quando isso acontece, são mulheres têm predisposição a aparecimento de hérnia por exemplo, a hérnia pode ser um indício de que essa mulher independente de retirar o útero não, pode apresentar incontinência urinária no futuro.

Então técnica respeitando os limites anatômicos, pode diminuir a possibilidade desses eventos.

Outra questão é:  em relação aos ovários, e os hormônios.

Como ficam os hormônios femininos depois da retirar do útero.

Precisamos estabelecer o seguinte: Quando for indicado à histerectomia você deve perguntar ao seu médico se os ovários serão retirados ou não, isso faz uma grande diferença, se os ovários ainda são funcionantes, se você ainda menstrua. É extremamente recomendado que seja preservado os ovários, se eles estiverem normais porque eles continuaram produzindo hormônios que manterão a sua função ovariana. Então você vai acabar entrando na menopausa, ou seja o ovário vai acabar entrando em falência, na época natural. Então se você tirou o útero aos 45 e sua menopausa está prevista mais ou menos para os 50, sendo preservados os ovários ainda terá 5 anos de produção hormonal que é extremamente importante para você. É sempre importante para que mantenha-o para função ovariana, e com isso vão continuar produzidos os hormônios estrogênio e progesterona principalmente, a função sexual ela fica preservada, a libido fica preservada a função sexual e a libido não estão relacionadas, está mais do que provado, a questão da presença ou não do útero, ela está relacionado a questão hormonal, então sendo preservados os ovários a função sexual ela é preservada, a libido é preservada.

A libido está relacionada a questão hormonal dos ovários.

Outra questão que muita gente pergunta, relacionado também a função sexual tá na questão do prazer, que pode ser relacionado a presença ou não do útero.

O útero não é responsável pelo orgasmo da mulher, então miomectomia não vai fazer com que essa mulher tenha menos orgasmos, também não está relacionado ao colo do útero. Está provado que os centros erógenos na pelve da mulher, o útero tem muito pouca relevância, a questão do orgasmo não está relacionada a isso. A mulher que tirou o útero não fique achando que a sua função será diminuída. Isso é um mito e temos que esclarecer para todas as mulheres.

Outra questão: lubrificação vaginal. Muitas mulheres acham que retirar o útero vai diminuir a lubrificação vaginal, veja bem se for retirado o ovário você vai perder os hormônios estrogênio e progesterona e certamente isso influenciará na lubrificação vaginal. Se os ovários forem preservados, o útero não é responsável pela lubrificação vaginal, os responsáveis são as glândulas que estão localizadas intróito vaginal, por isso a ausência do útero não vai influenciar na lubrificação, o que vai influenciar é a presença dos hormônios que vão promover a lubrificação vaginal através dessas glândulas que vão promover a liberação do muco.

Daí a importância da sua função importância dos ovários que quando estiverem normais deve ser preservado sim, para que essa função hormonal, sexual da libido não seja alterada. Não estamos advogando pela retirada do útero apenas informando que em caso de histerectomia a função sexual vai ser preservada;

A Menopausa não é caracterizada pela ausência de menstruação, lógico que com retirada do útero a mulher vai parar de menstruar, que se for olhar semanticamente o que significa menopausa é a parada da menstruação, quando olhar fisiologicamente a parada da menstruação ela se faz pela parada de produção dos hormônios estrogênio e progesterona pelos ovários, você parar de menstruar pela ausência desses hormônios, pela falência hormonal é diferente de você parar de menstruar pela retirada do útero.

Quando é feito a retirada do útero porém são preservados os ovários, a mulher para de menstruar porém os hormônios continuam sendo produzido então toda função hormonal dela está preservada, ela não vai ter aquele sintomas da menopausa, com os calores, diminuição da libido, irritabilidade, insônia, ressecamento vaginal, desde que os ovários sejam preservados.

É importante batermos nessa tecla porque muitas mulheres acham que retirar ao útero vai entrar na menopausa mas não. Você vai parar de menstruar, mas se seus ovários forem preservados você vai continuar ovulando, ciclando toda questão hormonal será preservada.

Outra dúvida: Se eu continuar ovulando tem risco de engravidar?

Lógico que não, se você não tem o útero você não tem o risco de engravidar se for preservar os seus ovários. O útero é a matriz onde é concebido o feto, então obviamente se não tem útero, não tem muito a probabilidade você engravidar. Existem relatos de gravidez abdominais em mulheres que não tem útero mas a probabilidade é extremamente remota não é motivo de preocupação.

Agradeço mais uma vez, não se esqueça de se inscrever em nosso canal, na nossa newsletter para receber informações.

Muito obrigado.

 

Miomectomia a Laser

Miomectomia a Laser: a evolução da técnica

O LASER, sigla para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, já possui ampla aplicação na medicina, inclusive em procedimentos cirúrgicos de diversas especialidades. No entanto, suas aplicações na ginecologia até os dias atuais eram relativamente restritas e pouco difundidas. Mas, com a evolução tecnológica dos equipamentos geradores do Laser e a expertise crescente dos cirurgiões mundo afora, hoje podemos dizer que o LASER também é uma realidade na cirurgia ginecológica.

No tratamento dos miomas, utilizamos o Laser de Diodo de alta tecnologia com uso de uma fibra ótica para direcionar o feixe de luz terapêutico diretamente sobre o tecido. Esta técnica se apresenta bastante segura e com inúmeros benefícios, mais notavelmente na miomectomia uterina.

O uso do Laser na miomectomia uterina representa a grande evolução da técnica tradicional, substituindo o antigo bisturi elétrico monopolar na incisão uterina para acessar os miomas e, em seguida, retirá-los.
E as vantagens são bastante evidentes, como menor risco de queimaduras, menor dano ao tecido uterino sadio, maior precisão de corte e maior poder de coagulação dos vasos sanguíneos.

Consequentemente temos uma cirurgia com menor sangramento intraoperatório, aumentando ainda mais as chances de preservação do útero e da fertilidade, assim como uma recuperação mais rápida.

No vídeo a seguir demonstramos como o LASER é utilizado na miomectomia uterina por laparotomia realizada pelo Dr. Michel Zelaquett e equipe do Centro de Mioma.

Vale ressaltar sua aplicabilidade também nas cirurgias laparoscópicas e histeroscópicas, com igual benefício.

Mulher com dúvida

Embolização dos Miomas Uterinos Vs. Histerectomia

De acordo com um estudo publicado na edição de dezembro de 2016 do American Journal of Obstetrics & Gynecology, a histerectomia, cirurgia para retirada do útero, pode ser evitada em pacientes com miomas uterinos sintomáticos através da realização da embolização dos miomas uterinos.

Annefleur M. de Bruijn, MD e colaboradores, do VU Medical Center de Amsterdã, compararam os resultados clínicos e avaliaram a qualidade de vida relacionada à saúde 10 anos após a embolização uterina ou histerectomia no tratamento de sangramento menstrual excessivo relacionado aos miomas uterinos. Pacientes com miomas uterinos sintomáticos elegíveis para histerectomia foram randomizadas de 2002 a 2004 para embolização dos miomas uterinos (81 pacientes) ou histerectomia (75 pacientes).

O estudo concluiu que em cerca de dois terços das pacientes com miomas uterinos sintomáticos tratados com embolização dos miomas uterinos, uma histerectomia pode ser evitada. A qualidade de vida relacionada à saúde 10 anos após a embolização dos miomas uterinos ou histerectomia permaneceu comparativamente estável.

Sendo assim, a embolização dos miomas uterinos é uma alternativa bem documentada e menos invasiva à histerectomia para miomas uterinos sintomáticos, nos quais os pacientes elegíveis devem ser aconselhados.

Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)30396-9/fulltext

Entrevista com Dr. Michel Zelaquett – Embolização Uterina

Etel Luna conversa com Dr. Michel Zelaquett sobre Embolização Uterina.

Mulheres vintage lendo notícias

Miomas: nem tão inofensivos assim

Uma das questões que dever ser de grande preocupação das mulheres é sobre a sua saúde ginecológica. Especialmente as mulheres no período fértil, que devem redobrar a atenção, para que nada afete a sua fertilidade e sua possibilidade de engravidar.
Uma das afecções mais comuns que costumam surgir nas mulheres são os miomas. Vamos conhecer melhor sobre os miomas e seus tipos, para que não restem dúvidas sobre o assunto.

O que é um mioma?

Miomas são tumores que surgem no útero, principalmente durante a idade fértil. Não são associados a um risco aumentado de se desenvolver um câncer de útero, assim como também não se transformam em câncer.
Os miomas são tumores benignos que atingem cerca de 50% das mulheres entre 30 a 50 anos. Existem vários tipos de miomas, classificados de acordo com sua localização no útero, como veremos a seguir.

Tipos de miomas

De uma forma geral, existem 4 tipos de miomas: os intramurais, os submucosos, os subserosos e os pediculados.

  • Intramurais
    O primeiro tipo citado, os intramurais, são os que nascem e permanecem na parede do útero. Causam, em geral, sintomas quando aumentam de tamanho. Em alguns casos, podem crescer tanto ao ponto de causar sangramentos ou compressão de outros órgãos próximos, como bexiga, ureter e intestino.
    Outra complicação desse mioma é a provável distorção que pode ocorrer na cavidade uterina, levando a infertilidade. Quando esses miomas ocupam toda a extensão da parede do útero, são chamados de transmurais.
  • Submucosos
    Esse tipo de mioma surge na parede uterina mais próxima do endométrio, camada que reveste toda a cavidade uterina. Pode chegar a migrar, inclusive, para o interior da cavidade uterina.
    Esses miomas são os principais responsáveis pelos sangramentos vaginais e pelos quadros de infertilidade.
  • Subserosos
    Os miomas subserosos também surgem na parede uterina, contudo, ficam localizados mais próximos da parte externa do útero, denominada “serosa”. Esses miomas não costumam apresentar sintomas, exceto quando atingem grandes volumes, levando a aumento do volume abdominal e a compressão dos órgãos da região.
  • Pediculados
    Miomas pediculados são inicialmente miomas subserosos, mas que ao crescerem se projetam para fora do útero, formando uma espécie de pedículo, que os ligam como se fosse uma ponte, deixando-os pendurados pelo lado de fora do útero.
    Esse tipo de mioma não causa sangramentos, mas também crescem e geram desconforto e uma sensação de pesar em baixo do ventre.

Sintomas do mioma

Cerca de 70% das mulheres que possuem miomas não sentem sintomas. Como explicamos, o sintoma que mais pode ocorrer é o sangramento vaginal excessivo, principalmente durante a menstruação, mas que também pode ocorrer fora desse período.
Esses sangramentos podem ser danosos à saúde da mulher, pois podem levar a anemia por vezes severa.
Outro sintoma provável do mioma é a sensação de peso em baixo do ventre, além do aumento da frequência urinária e constipações intestinais, tudo devido a compressão dos órgãos que miomas volumosos podem causar.
Cólicas menstruais, dor durante o ato sexual, dores pélvicas e na região lombar também podem ser sintomas do mioma. Porém, esses sintomas também são comuns de outras doenças ginecológicas, por isso a importância de consultar um médico quando sentir que algo está errado.
Miomas podem levar a infertilidade, por isso devem ser uma preocupação para as mulheres, para que elas o tratem o quanto antes.

Tratamento de miomas

Não existe uma única solução para miomas uterinos, já que seus sintomas podem variar e às vezes estes podem ser imperceptíveis. Por isso, os tratamentos variam muito.
Os principais tratamentos sem a retirada do útero são: medicamentos hormonais e não hormonais, embolização dos miomas e as miomectomias, cirurgias para retirada somente dos miomas, podendo ser por histeroscopia, laparoscopia ou convencional (laparotomia).

Entrevista com Dr. Michel Zelaquett – Miomectomia a Laser e Miomectomia Robótica

Etel Luna conversa com Dr. Michel Zelaquett sobre Miomectomia a Laser e Miomectomia Robótica.

Mulher assustada olhando para o notebook

“1 em cada 5 histerectomias são desnecessárias” – afirma estudo

Nos Estados Unidos, a histerectomia é a segunda cirurgia mais realizada entre as mulheres, estando atrás apenas da cesariana. Cerca de 1 em 3 mulheres será submetida a histerectomia até os 60 anos de idade. Mas, segundo um novo estudo, 1 em cada 5 mulheres nos Estados Unidos pode ter sido submetida a retirada do útero desnecessariamente. Miomas uterinos, sangramento uterino anormal e endometriose são cerca de 68% das cirurgias para retirada do útero por doenças benignas. Apesar das taxas de histerectomia terem tido uma redução de 36,4% entre 2003 e 2010, ainda são realizadas anualmente mais de 400.000 histerectomias nos EUA.

No entanto, as adequações das indicações da histerectomia é uma preocupação cada vez maior no meio médico. Tanto que “guidelines” (diretrizes) do American College of Obstetricians and Gynecologists afirmam que os ginecologistas devem recomendar as pacientes com doenças benignas do útero tratamentos alternativos antes de serem submetidas a uma histerectomia.

O estudo publicado no American Journal of Obstetrics and Gynecology pelo Dr. Morgan e colaboradores analisou justamente o uso de tais tratamentos alternativos para mulheres com condições uterinas benignas e se a patologia diagnosticada após a histerectomia justificava o tratamento cirúrgico para retirada do útero.

Ao longo de 10 meses no ano de 2013, os pesquisadores analisaram os prontuários médicos de 3.397 mulheres de 52 hospitais de Michigan que se submeteram a uma histerectomia para doença ginecológica benigna, incluindo miomas uterinos, endometriose, sangramento uterino anormal e dor pélvica.

“Neste estudo foi observado que em quase 40% das mulheres não foram oferecidos tratamentos alternativos antes da histerectomia.”

Além disso, em quase 20% das mulheres, os achados patológicos pós-operatórios não sustentaram a indicação da retirada do útero, indicando que a cirurgia foi totalmente desnecessária.
Menos de 30% das mulheres sofreram algum tratamento antes da histerectomia. E, as mulheres com menos de 40 anos de idade eram mais propensas a receberem um tratamento alternativo.

As mulheres com até 40 anos também foram mais propensas e terem uma histerectomia desnecessária. A retirada do útero foi desnecessária em 37,8% das mulheres com menos de 40 anos, em comparação com 12% das mulheres com idade entre 40 e 50 anos e 7,5% das mulheres acima dos 50 anos de idade.

Os achados deste estudo fornecem evidências de que as alternativas de tratamento que poderiam evitar uma histerectomia em patologias benignas, como os miomas uterinos, são definitivamente subutilizadas. E, justamente as mulheres em período fértil são as que mais sofrem por terem tido seu útero retirado desnecessariamente.

Então, para reverter estes dados cabe a nós médicos a devida capacitação para oferecermos as nossas pacientes todas as alternativas de tratamento SEM a retirada do útero sempre que possível. E cabe a vocês, pacientes, se informarem e exigirem dos seus médicos estes tratamentos, quando cabíveis ao seu caso.

Referência: Use of other treatments before hysterectomy for benign conditions in a statewide hospital collaborative, Daniel Morgan, et al., A J Obstet Gynecol, DOI: http://dx.doi.org/10.1016/j.ajog.2014.11.031, published online 23 December 2014, abstract