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embolização de miomas

Embolização dos Miomas – Vídeo #10

 

No vídeo de hoje o doutor Michel Zelaquett explica a Embolização dos Miomas

Assista:

 

 

 

Transcrição do Vídeo

Olá, eu sou o doutor Michel Zelaquett, neste vídeo nós vamos abordar um tema bastante solicitado por todos vocês que é Embolização dos Miomas.

A embolização é uma técnica minimamente invasiva

Para entender a embolização precisamos entender a anatomia de um útero com mioma: Sabemos que o útero possui duas artérias que nutrem ele, que são chamadas de artérias uterinas, e também que elas vão emitir ramos que vão nutrir os miomas. E é justamente com esta filosofia, entendendo que os miomas são vascularizados, quando os miomas são vascularizados, que são nutridos por sangue que a gente fez uma embolização.

A Embolização consiste em um cateterismo. O cateter que entra pela artéria femoral na virilha, por um furinho igual de tirar sangue,ele é levado até as artérias uterinas, onde são injetadas microesferas, micropartículas de polivinilálcool, que é um material plástico e biocompatível e totalmente inerte que não causa nenhum tipo de reação, essas micropartículas vão ser injetadas no útero através artéria uterina, e elas vão ser carreadas até artéria que nutre o mioma, essas partículas vão obstruir o fluxo de sangue dos miomas. Com isso vai fazer a morte desses miomas através da interrupção do fluxo de sangue.

Eu costumo dizer para meus paciente, médico gosta de falar bonito, por isso que se fala Embolizar os miomas, mas nada mais é do que entupir artéria que nutre miomas. Isso é embolização.

Benefícios:

Em primeiro lugar temos que entender que a embolização vai induzir o processo de morte mioma, o processo de degeneração, o meu processo de necrose, que é morte celular. Com isso os miomas tendem a reduzir de volume e tamanho, podendo reduzir até 70% do volume. Ao contrário do que muita gente pensa, a embolização não faz os miomas sumirem, os miomas não desaparecem, eles não são retirados através da embolização. Quem retira os miomas é a miomectomia. A embolização dos miomas na verdade ela apenas mata os miomas e reduz o volume do útero.

Ela é de extrema valia no nosso arsenal terapêutico nos tratamentos dos miomas, porque, em primeiro lugar: ela tem ótimo índice de redução do fluxo menstrual chegando até 98% de redução do fluxo menstrual, consequentemente diminui a cólicas, reduzindo o volume do útero vai reduzir também os sintomas compressivos causados por esses miomas, como por exemplo compressão sobre a bexiga, vai reduzir o volume abdominal. Por isso ela é de grande valia, principalmente no tratamento sintomático dos miomas.

A embolização é um procedimento multidisciplinar, não é realizado pelo ginecologista. Na verdade é executado pelo cirurgião endovascular ou um radiologista intervencionista.

No entanto sabemos que o mioma é uma patologia ginecológica, então a indicação do procedimento de embolização é EXCLUSIVA do ginecologista, é ele que avalia o caso, a paciente, os miomas, os sintomas e o perfil da paciente, e avalia se ela tem indicação ou não para o procedimento. O cirurgião endovascular única e exclusivamente executa o procedimento de embolização INDICADO pelo ginecologista. Até porque, depois que o mioma for embolizado quem vai realizar o acompanhamento dessa paciente, dos miomas, e o processo de degeneração desses, não vai ser o cirurgião endovascular ou o radiologista intervencionista, será o ginecologista. Porque ele vai estar atento a redução dos sintomas, e  vai poder realizar os procedimentos complementares a embolização, se for necessário uma miomectomia, uma histeroscopia, ou até mesmo, é raro mas a embolização pode não ter sucesso e depois a paciente tem que ser submetida a um procedimento cirúrgico, seja a retirada dos miomas ou até mesmo do próprio útero.

Vale lembrar sempre que é procedimento multidisciplinar:  indicado pelo ginecologista, executado pelo cirurgião vascular ou um radiologista intervencionista e acompanhado pelo ginecologista.

Indicação

Em relação indicação do procedimento, muitas vezes a embolização é indicada em pacientes muito sintomática é uma ótima indicação, mas em paciente que desejam engravidar temos que deixar bem claro que a embolização não é o tratamento padrão ouro para pacientes que querem engravidar.

Existe um estudo de 2008 comparado a embolização e miomectomia em pacientes que desejavam engravidar:

Foram acompanhadas 121 pacientes, 58  foram submetidas a embolização e 63 miomectomia. Sendo 50 gestações em 45 mulheres. Observamos nesse estudo que apesar da embolização ser menos invasiva, igualmente eficaz e tão segura quanto a miomectomia, entretanto a miomectomia parece melhores desfechos reprodutivos nas pacientes que querem engravidar logo após o procedimento. No prazo de até dois anos.

Então se a paciente deseja engravidar em até dois anos a miomectomia é Padrão Ouro, ela é superior a embolização no tocante fertilidade.

A indicação hoje em dia tem se restringindo a paciente que não querem engravidar, a pacientes que estejam próximas da menopausa mas tem muitos sintomas causados pelos miomas e para mulheres que possuem indicação cirúrgica de miomectomia de extremo risco, onde o ginecologista não se acha capaz de preservar aquele útero, ele realiza a embolização para reduzir o volume do útero, o tamanho dos miomas, facilitando o procedimento da miomectomia.

A indicação da embolização é bastante precisa: é um tratamento sintomático principalmente para as mulheres que NÃO desejam engravidar, ou para aquelas que possuem um alto risco operatório, ou um alto risco de perder o útero.

Em relação aos benefícios:

Redução do volume do útero em até 70%

Redução dos sintomas hemorrágicos, sendo muito indicado em pacientes com anemias graves, severas, causadas por hemorragias dos miomas.

Por isso a embolização é bastante útil nesse sentido. Temos que lembrar que é um ótimo tratamento no nosso arsenal terapêutico para os miomas, lembrando: pacientes que desejam engravidar a miomectomia é padrão ouro, não significa que mulher que fez embolização não possa engravidar, mas os melhores resultado reprodutivos são através da miomectomia.

Acredito que com isso tenha esclarecido um pouco mais sobre o processo de embolização, estamos sempre abertos a tirar qualquer tipo de dúvidas nos nossos canais, Facebook, Newsletter, Youtube, e no próprio site, estamos sempre disponíveis para poder esclarecer de forma objetiva, com informações confiáveis em relação aos miomas uterinos, em relação seus tratamentos.

Muito obrigado a todos

Muito obrigado.

 

Miomectomia a Laser

Miomectomia a Laser: a evolução da técnica

O LASER, sigla para Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, já possui ampla aplicação na medicina, inclusive em procedimentos cirúrgicos de diversas especialidades. No entanto, suas aplicações na ginecologia até os dias atuais eram relativamente restritas e pouco difundidas. Mas, com a evolução tecnológica dos equipamentos geradores do Laser e a expertise crescente dos cirurgiões mundo afora, hoje podemos dizer que o LASER também é uma realidade na cirurgia ginecológica.

No tratamento dos miomas, utilizamos o Laser de Diodo de alta tecnologia com uso de uma fibra ótica para direcionar o feixe de luz terapêutico diretamente sobre o tecido. Esta técnica se apresenta bastante segura e com inúmeros benefícios, mais notavelmente na miomectomia uterina.

O uso do Laser na miomectomia uterina representa a grande evolução da técnica tradicional, substituindo o antigo bisturi elétrico monopolar na incisão uterina para acessar os miomas e, em seguida, retirá-los.
E as vantagens são bastante evidentes, como menor risco de queimaduras, menor dano ao tecido uterino sadio, maior precisão de corte e maior poder de coagulação dos vasos sanguíneos.

Consequentemente temos uma cirurgia com menor sangramento intraoperatório, aumentando ainda mais as chances de preservação do útero e da fertilidade, assim como uma recuperação mais rápida.

No vídeo a seguir demonstramos como o LASER é utilizado na miomectomia uterina por laparotomia realizada pelo Dr. Michel Zelaquett e equipe do Centro de Mioma.

Vale ressaltar sua aplicabilidade também nas cirurgias laparoscópicas e histeroscópicas, com igual benefício.

Mulher com dúvida

Embolização dos Miomas Uterinos Vs. Histerectomia

De acordo com um estudo publicado na edição de dezembro de 2016 do American Journal of Obstetrics & Gynecology, a histerectomia, cirurgia para retirada do útero, pode ser evitada em pacientes com miomas uterinos sintomáticos através da realização da embolização dos miomas uterinos.

Annefleur M. de Bruijn, MD e colaboradores, do VU Medical Center de Amsterdã, compararam os resultados clínicos e avaliaram a qualidade de vida relacionada à saúde 10 anos após a embolização uterina ou histerectomia no tratamento de sangramento menstrual excessivo relacionado aos miomas uterinos. Pacientes com miomas uterinos sintomáticos elegíveis para histerectomia foram randomizadas de 2002 a 2004 para embolização dos miomas uterinos (81 pacientes) ou histerectomia (75 pacientes).

O estudo concluiu que em cerca de dois terços das pacientes com miomas uterinos sintomáticos tratados com embolização dos miomas uterinos, uma histerectomia pode ser evitada. A qualidade de vida relacionada à saúde 10 anos após a embolização dos miomas uterinos ou histerectomia permaneceu comparativamente estável.

Sendo assim, a embolização dos miomas uterinos é uma alternativa bem documentada e menos invasiva à histerectomia para miomas uterinos sintomáticos, nos quais os pacientes elegíveis devem ser aconselhados.

Fonte: http://www.ajog.org/article/S0002-9378(16)30396-9/fulltext
Mulher se consultando com uma médica

O Ginecologista e sua importância na embolização dos miomas uterinos

A embolização dos miomas uterinos é um procedimento minimamente invasivo. Este tratamento dos miomas é realizado através do cateterismo das artérias uterinas e pela injeção de microesferas responsáveis pela obstrução do fluxo sanguíneo dos miomas. Este processo faz com que os miomas entrem em degeneração, levando-os a reduzir de volume e consequentemente a melhora dos sintomas causados pelos miomas.

O procedimento de embolização dos miomas é realizado por um cirurgião vascular ou por um radiologista intervencionista habilitado em procedimentos endovasculares, estando qualificado a realizar uma série de procedimentos operacionais relacionados ao cateterismo arterial, a imaginologia angiográfica e a análise do resultado. Contudo, o trabalho do cirurgião vascular/radiologista intervencionista no tratamento dos miomas se limita exclusivamente a execução do procedimento de embolização dos miomas uterinos.

A pratica diária e a experiência que os ginecologistas possuem na avaliação de massas pélvicas, do sangramento uterino anormal e no tratamento cirúrgico de afecções ginecológicas, habilitam exclusivamente estes profissionais para a indicação de qual o tratamento mais adequado dos miomas uterinos em cada caso. E para a indicação do tratamento através da embolização dos miomas uterinos é necessário que o ginecologista esteja treinado e habituado a este tipo de procedimento. É necessário que ele esteja afeito aos riscos e benefícios da embolização dos miomas, principalmente quando comparada às outras opções de tratamento dos miomas, como a miomectomia e, até mesmo, a histerectomia. Além disso, o ginecologista deve ter experiência suficiente na resolução das complicações não vasculares decorrentes da embolização dos miomas, como dor pélvica, infecções e parturição do mioma, haja visto que a grande maioria dos cirurgiões endovasculares não estarão habilitados a resolvê-las.

Sendo assim, a embolização dos miomas uterinos não deve ser realizada sem a indicação expressa e sem o acompanhamento especializado de um ginecologista habituado a esta técnica minimamente invasiva, reduzindo os riscos e as complicações e conferindo, sobretudo, melhores resultados ao procedimento.

Barriga Feminina

Miomas: quando não tratar?

Sabemos que os miomas acometem até 80% das mulheres na idade fértil. No entanto, apenas cerca de 30% deste percentual apresentam sintomas que necessitam de tratamento.

A pergunta nem sempre é quando tratar os miomas, mas quando não tratar?

A necessidade de responder esta pergunta me ocorreu principalmente após receber cada vez mais em meu consultório mulheres com múltiplos e volumosos miomas em que o ginecologista apenas indicou acompanhá-los. Talvez por falta de preparo, talvez por falta de confiança em indicar um tratamento adequado que garanta o tratamento dos miomas sem a retirada do útero. Assim, muitas portadoras de miomas que tem sua qualidade de vida visivelmente alteradas acabam por retardar o tratamento dos miomas, perdendo muitas vezes o momento ideal de tratar os miomas com a preservação do útero e através de tratamentos menos invasivos.

Classicamente, os miomas que não causam sintomas não precisam de tratamento. No entanto, esmiuçar os sintomas é uma obrigação por parte dos ginecologistas. Isto porque mulheres que possuem poucos sintomas, tendem a negligenciá-los.

A adaptação a discretos aumentos do fluxo menstrual e das cólicas é muito comum. Utilizar absorventes maiores, trocá-los com mais frequência e aumento do uso de analgésicos durante a menstruação pode ser um indicativo. Pequenos aumentos da circunferência abdominal também não trazem desconfiança, pois muitas vezes é atribuído ao aumento de peso. Assim, como as idas mais frequentes ao banheiro para urinar também incomodam pouco, porque a tendência acaba sendo ingerir menos líquidos para evitar este sintoma, principalmente quando sabidamente ficará longos períodos na rua ou em viagens longas, onde o acesso aos sanitários é mais difícil. A dor durante as relações sexuais também pode surgir de maneira bem insidiosa, pois quase sempre melhora com a mudança da posição e poucas vezes é incapacitante. Além do mais, quando não perguntadas, muitas mulheres não comentam este sintoma com seu ginecologista, fazendo-o não prosseguir na investigação. E, a infertilidade causada pelos miomas. Bem, essa acaba sendo percebida somente quando a mulher efetivamente tenta engravidar. Ou seja, a dificuldade para engravidar pode perdurar por anos, até que seja diagnosticada. No entanto, com exames mais específicos não fica difícil diagnosticar os miomas que realmente causam infertilidade, mesmo os que não causam nenhum outro sintoma. Não raro, mulheres com infertilidade acabam diagnosticando os miomas como causa ao procurarem as clínicas de reprodução assistida para fazer uma fertilização in vitro ou uma inseminação artificial.

Ter certeza que o mioma não causa nenhum sintoma é o primeiro passo para pensarmos que não há a necessidade de tratá-lo. O segundo passo está no diagnóstico preciso do tamanho e da localização dos miomas, através principalmente de uma ressonância magnética. Em geral, miomas com tamanho superior a 5 centímetros causam sintomas. Mas mesmo quando não causam é prudente tratá-los, isto porque estes miomas dificilmente estabilizam neste tamanho e tendem a crescer continuamente, exceto na menopausa. E, num mioma deste tamanho, na maioria das vezes, é possível lançar mão de um tratamento minimamente invasivo, como a embolização dos miomas e a miomectomia por laparoscopia.

Uma vez decidido não tratar os miomas, estabelece-se como será o acompanhamento e o intervalo deste. Feito o diagnóstico preciso do tamanho, do número e da localização dos miomas, a estratégia inicial deve ser observar num intervalo curto de tempo (em até 6 meses) o comportamento dos miomas. Se a mulher já fizer uso de anticoncepcional podemos mantê-lo. Se não fizer uso, tendemos a não introduzi-lo, para justamente observar se há ou não o crescimento do mioma neste período sem qualquer interferência do hormônio exógeno.

No retorno, conduzir o acompanhamento com novos exames de imagem que tragam confiança nas medições do mioma. Se não houver crescimento, segue-se o acompanhamento, podendo ser a cada 6 meses ou até 1 ano. Se houver, investiga-se sobre o aparecimento de sintomas e pode-se tentar inicialmente trocar ou introduzir o uso do anticoncepcional na tentativa de frear o crescimento do mioma. Em crescimentos mais agudos, parte-se logo para um tratamento comprovadamente mais eficaz.

Contudo, o acompanhamento dos miomas não deve consistir em apenas pedir para a paciente retornar após algum tempo com uma simples ultrassonografia. Informar e orientar de maneira que ajude na estabilização do tamanho do mioma é uma obrigação. As orientações devem sempre pairar sobre dicas de alimentação, manutenção ou perda de peso, realização de atividades físicas e medicamentos ou suplementos alimentares que devem ser evitados, sempre com o intuito de evitar o crescimento dos miomas.

Entrevista com Dr. Michel Zelaquett – Embolização Uterina

Etel Luna conversa com Dr. Michel Zelaquett sobre Embolização Uterina.

Mulher na mesa do escritório digitando no notebook

Dr. Michel Zelaquett fala sobre as principais dúvidas que chegam em seu consultório

No dia 9 de março/2015, foi realizada uma palestra on-line com o Dr. Miche Zelaquett, médico responsável e diretor do Centro de Mioma, onde ele pode explicar com um pouco mais de profundidade sobre as principais dúvidas que as pacientes levam até seu consultório. No fim da palestra houve uma interação onde foram respondidas algumas perguntas enviadas pelas pessoas que estavam assistindo.

Dentre os assuntos abordados estão:

  • Quando tratar os miomas?
  • Quando não tratar os miomas?
  • Qual o melhor tratamento para os miomas?
  • Tratamentos medicamentosos
  • Uxi amarelo e Unha de gato
  • Miomectomias
  • Embolização dos miomas
  • Retirada do útero. Quando?

Importante: Tivemos um problema com o som no início da palestra nos primeiros minutos. Você pode adiantar o vídeo para 8’30” (oito minutos e trinta segundos) quando o som já está corrigido.

Mulher com dúvida

Efetividade da cirurgia para miomas

Muitas mulheres acabam enfrentando, em alguma fase de suas vidas, algum tipo de problema relacionado aos miomas. Indetectáveis pelo olho humano, esses miomas, quando volumosos, podem distorcer o útero e não estão associados ao risco de câncer de útero, considerando que quase não se transformam em câncer. Como tumores benignos, os miomas surgem durante a idade fértil, afetando cerca de 50% das mulheres na faixa etária dos 30 aos 50 anos.
No tratamento de miomas, em casos específicos, o recomendado a ser feito é a realização de uma miomectomia, uma cirurgia responsável pela retirada de miomas e restabelecimento da anatomia normal do útero. Mesmo após uma cirurgia desse tipo, miomas uterinos ainda podem ser encontrados em ultrassonografias de rotina, mas sem apresentar quaisquer sintomas que possam colocar em risco a saúde da mulher.
Para entender mais sobre a importância da miomectomia e esclarecer algumas dúvidas sobre a efetividade da mesma em sua vida, saiba mais sobre o assunto, desvendando possíveis mistérios sobre a “volta de miomas”.

Os miomas voltam após uma miomectomia?

É difícil acreditar que uma cirurgia possa não ser efetiva no combate permanente de algum tipo de problema de saúde, portanto, entramos na mesma linha de raciocínio quando falamos da efetividade da miomectomia: Uma vez retirados numa cirurgia, os miomas não voltarão.
O aparecimento de novos miomas ou recidiva dos miomas pode surgir, entretanto, após o tratamento cirúrgico, considerando que somente 1/3 dessas mulheres nesse tipo de situação acaba tendo que contar com tratamentos adicionais para miomas.

Apenas 11% das mulheres que realizam cirurgias para retirada de mioma único precisam realizar novas cirurgias dentro de 10 anos. Às que retiram miomas múltiplos, a estatística de cirurgia subsequente sobe para 26%.

Quem tem menor risco de realização de nova miomectomia?

Às mulheres que já enfrentaram a cirurgia e estão com medo de enfrentar o problema de novo, o grupo de risco mais baixo está entre as que estiverem próximas de entrar na menopausa, pois nessa situação, não há tempo suficiente para que novos miomas apareçam entre sua última retirada e a entrada nesta fase. Ou seja, as mulheres acima de 40 anos que são submetidas a miomectomia uterina estão praticamente livres de enfrentarem o mesmo problema outra vez.
Outro grupo distante do surgimento de novos miomas após uma miomectomia é o de mulheres que engravidam após a cirurgia, pois estudos revelam que o parto é um bom fator na diminuição de risco de novos miomas.
Em contrapartida, o risco de novos miomas aumenta nos casos de mulheres que apresentam um grande número deles na primeira cirurgia, fator que sugere uma predisposição genética maior ao aparecimento de novos miomas.

29% das mulheres com miomas remanescentes sofreram falhas de remoção destes durante a cirurgia.

O uso de análogos do GnRH pode atrapalhar a efetividade da cirurgia?

Em algumas situações, sim, pois o uso destes análogos como pré-operatórios de miomectomias podem acabar diminuindo o volume dos miomas, dificultando sua retirada durante as cirurgias. Sendo assim, o uso dos análogos do GnRH está mais indicado em miomas únicos e em caso de anemia severa, refratária aos tratamentos convencionais, que impossibilita o tratamento cirúrgico.

Mulher grávida deitada na cama navegando na internet

Gravidez e Mioma: mais uma palestra esclarecedora do Dr. Michel Zelaquett

Dia 20 de Maio/15, O Centro de Mioma organizou mais uma palestra online gratuita com o Dr. Michel Zelaquett. O objetivo foi esclarecer as principais dúvidas das mulheres que sofrem ou sofreram de mioma e gostariam de engravidar.

Foram abordados os seguintes assuntos:

  • Quando os miomas interferem na fertilidade?

  • Tratamento dos miomas em mulheres que desejam gestar: riscos e benefícios

  • Riscos a gestação causados pelos miomas: Como levar uma gravidez adiante tendo miomas. Possibilidades, riscos e cuidados.

  • Ao fim de cada palestra, várias perguntas das participantes são respondidas pelo Dr. Michel Zelaquett.

Assista o vídeo:

Entrevista com Dr. Michel Zelaquett – Miomectomia a Laser e Miomectomia Robótica

Etel Luna conversa com Dr. Michel Zelaquett sobre Miomectomia a Laser e Miomectomia Robótica.